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9 de abril de 2018“A democracia como valor está cada vez mais difícil de ser exercitada”, afirmam Mônica Sodré e Derson Maia
“Movimentos de renovação provam que, no sistema democrático, sempre há possibilidade de reparar as lacunas que fazem com que a democracia fique mais frágil”, afirma o servidor público federal, professor voluntário da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB) e copresidente do Frente Favela Brasil, Derson Maia. Ao lado da cientista política e professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FespSP), Monica Sodré, ele participa de conversa a convite do canal UM BRASIL sobre democracia.
O debate é uma realização da plataforma UM BRASIL em parceria com o Colégio Bandeirantes, com mediação da jornalista Maria Cristina Poli.
“Movimentos que forçam a institucionalidade do governo a se abrir à transparência pública pulverizam o poder, de modo que as pessoas participem ativamente da política”, explica Maia. Para ele, a democracia, por permitir a valorização das liberdades individuais, constitui a melhor forma de fazer política e representar os cidadãos. “Poder se expressar livremente, juntar-se a pessoas e fazer o exercício da cidadania acontecer vai além do voto”, crê.
A teoria diz que democracia é um sistema de tomada de decisão em que as pessoas são iguais perante a lei e têm o mesmo valor, segundo a explicação de Monica Sodré. “É um sistema que, desde o século 17, associou-se à representação, que permite que as pessoas de tempos em tempos escolham seus representantes por meio do voto”, afirma.
“Vivemos em um momento polarizado, e a democracia como valor está cada vez mais difícil de ser exercitada. Estamos num mundo cada vez mais rápido, impaciente, conectado, com disseminação de notícias falsas. Acredito que a democracia precisa se adaptar a um contexto mais complexo do que quando ela surgiu, até do ponto de vista da representação”, observa a professora. Assista a entrevista completa aqui.
