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14 de agosto de 2018Enfraquecimento da economia reduz ritmo de recuperação do mercado de trabalho; resultado mais expressivo deve aparecer somente em 2019
Com a melhora dos indicadores econômicos, sobretudo da confiança dos empresários e dos consumidores, a geração de empregos no comércio terminou 2017 em recuperação. Contudo, em função do enfraquecimento da economia neste ano, principalmente a partir do segundo trimestre, o quadro esperado de continuidade e aceleração do mercado de trabalho não se confirmou, tendo as demissões, inclusive, superado as contratações em alguns meses.
De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o comércio varejista no Estado de São Paulo fechou quase 6 mil vagas em junho. Com esse resultado, o saldo do primeiro semestre de 2018 é de 32 mil desligamentos no setor. Em 12 meses, o saldo ainda é positivo, com 7 mil vagas criadas.
A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), organizado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), indica que, de janeiro a maio, as vendas cresceram 6,1% no território paulista. Apesar do resultado positivo, os empresários têm enfrentado situações que inibem as contratações.
O principal obstáculo em 2018 é a incerteza sobre o cenário eleitoral, que, consequentemente, retarda as decisões de consumir e de investir. O indicador da FecomercioSP que mede a propensão do empresário do comércio em contratar caiu 8,3% nos últimos dois meses e, com isso, está abaixo do patamar de meados de 2017.
A recuperação do mercado de trabalho será longa e gradual, e os resultados mais expressivos devem aparecer somente em 2019. Confira a matéria completa aqui.
