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24 de outubro de 2017

Partidos políticos estão em xeque, diz Sergio Fausto


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“Atualmente, temos uma estrutura social muito mais complexa que no passado e que não encontra representação no sistema partidário como encontrava, pois os partidos clássicos da direita e da esquerda perderam espaço”, observa o superintendente executivo da Fundação Fernando Henrique Cardoso, Sergio Fausto. Em entrevista ao UM BRASIL, Fausto, que foi um dos principais assessores do governo brasileiro entre 1995 e 2002, fala de possibilidades de renovação da política no Brasil e no mundo.

Sob o risco da crescente descrença eleitoral e de uma “direita truculenta”, Fausto alerta que partidos políticos brasileiros precisam se abrir para novos movimentos cívicos. “Os partidos não se abrem voluntariamente à renovação. Esse processo tem de ser uma briga”, afirma Fausto.

Segundo ele, atualmente há uma crise da democracia representativa no mundo, principalmente naqueles países e regiões em que esta nasceu e se enraizou fortemente, como os Estados Unidos e o continente europeu. “Há a dimensão da representação: é uma crise política que tem a ver com o fato de que a sociedade, em grande medida, não se vê bem representada nas instituições clássicas da democracia representativa [partidos, congressos e parlamentos, por exemplo] tal como ela se desenvolveu a partir do século 19”, observa. Assista a entrevista completa aqui.

 

 

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