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8 de dezembro de 2017

Passagem aérea fica mais cara após cobrança por despacho de bagagem


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou, em março deste ano, as companhias aéreas a cobrar pelo despacho da bagagem. O principal objetivo da medida era reduzir os preços das passagens. O argumento das empresas do setor foi em defesa da liberdade comercial, de maneira que os passageiros que não optam pelo serviço pagariam menos, uma vez que o custo do despacho, mesmo que não realizado, estava incluído no preço da passagem.

Após nove meses da liberação, os dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que os preços das tarifas aéreas aumentaram. O serviço acumulou alta, entre abril e outubro deste ano, de 27,6%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação do País.

Com a alta de preços, muitos consumidores cobram o que as companhias aéreas “prometeram” para aprovação da regra. Contudo o que não foi devidamente informado à população é que a formação de preço de uma passagem depende de outras variáveis ainda mais importantes, como o nível de demanda, a cotação do dólar e o preço do combustível.

A procura por passagens aéreas cresceu 4,3% de abril a outubro, segundo a Anac. Em números absolutos, são 2,2 milhões de pessoas a mais viajando pelo País nesse período. Por outro lado, o dólar teve queda de 4,8% em relação ao ano passado.

Entretanto o querosene, o combustível dos aviões, registrou um aumento médio próximo a 30% na América Latina em relação a 2016, segundo a Associação Internacional de Transportes Aéreas (IATA). O gasto com querosene representa cerca de 30% dos custos das empresas do setor. Confira a matéria completa aqui.

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