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4 de outubro de 2017“Temos de nos comportar como uma das dez maiores potências do mundo; não podemos subordinar nossos interesses”, afirma Hussein Kalout
“No Brasil, padecemos de um pensamento estratégico de longo prazo”. A afirmação é do secretário especial da Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo brasileiro, Hussein Kalout, ao UM BRASIL. A entrevista marca o lançamento de uma série realizada em Pequim durante o Brazil+China Challenge 2017, ocorrido nos dias 1º e 2 de setembro. São 12 produções que serão divulgadas toda semana até o dia 19 de dezembro. A equipe do UM BRASIL conversou com nomes como o sociólogo norte-americano Daniel Bell, o senador Cristovam Buarque, o economista Rodrigo Zeidan, o diplomata Marcos Troyjo e a especialista em Relações Internacionais Adriana Abdenur.
Nesta primeira entrevista, Kalout afirma que o Brasil vive crises cíclicas. “Quando fazemos uma regressão histórica e olhamos os problemas do País de hoje, são exatamente os mesmos fenômenos do século passado. Nós ainda não conseguimos nos desprender disso”, observa.
O secretário explica que a Secretaria de Assuntos Estratégicos tem função de zelar por temas de soberania nacional: política externa, defesa e inteligência. “São áreas estruturais que transcendem qualquer governo e deveriam transpassar as dicotomias político-partidárias”, afirma. Trata-se, portanto, de políticas de Estado, e não de um governo específico. “No entanto, desde a redemocratização, inteligência e defesa ficaram relegadas a segundo plano como temas que não deveriam compor o arcabouço do entendimento estratégico do Estado”. Assista a entrevista completa aqui.
